EDIFÍCIO SIGNORE DEL BOSCO

MORRO DA VIÚVA

O Morro da Viúva só passou a ser assim denominado em 1753, depois que se tornou propriedade de Joaquina Figueiredo Pereira de Barros ao enviuvar de Joaquim José Gomes de Barros.  O local antes, pertencera à Marquesa de Paraná (mulher de Honório Hermeto Carneiro Leão, que foi Ministro da Justiça aos 31 anos de idade). O primeiro nome do local foi "Mont Henry", dado pelos franceses de Villegaignon, e registrado nos mapas da Guanabara do frade André Thevet (1516 – November 23, 1590), que fazia parte da expedição. Em 1555, os franceses chefiados por Villegaignon invadiram o Rio de Janeiro, criando a França Antártica. Eles nomearam o Morro da Viúva como Mont Henry, em homenagem ao rei da França, Henrique II, e relatos históricos descrevem que o morro também foi conhecido por "Morro do Léry" ou "Morro do Leryfe" por causa de Jean de Léry (pastor, missionário e escritor) que viveu alguns meses na Casa de Pedra que, acreditava-se ficar nas imediações do Morro da Viúva.

Mont Henry
Mont Henry

A primeira casa da futura cidade, foi erguida próxima ao morro da Viúva, à época, sem denominação, nela residiu, de 1555 a 1557, o líder Calvinista Jean de Lery. Até o ano de 1753 o local não teve denominação especial e foi chamado de Mont Lery ou Mont Leripe por ter residido na chamada casa de pedra, durante quatro meses, o célebre protestante João de Lery, que para fugir às perseguições de Villegagnon veio residir no continente.

Antigamente, quem quisesse ir da Praia de Botafogo à do Flamengo não podia dar a volta ao Morro da Viúva, como agora se faz pela Avenida Rui Barbosa, de 1.100 metros de extensão, antes chamada “do Contorno”. Deve-se ao Prefeito Carlos César de Oliveira Sampaio a abertura desse importante logradouro, em 1921.

Avenida Beira-Mar, Botafogo, ao fundo o Morro da Viúva. Biblioteca Nacional - Ribeiro, A.

Em 1863, com a ocorrência da Questão Christie foi construída no morro da viúva uma bateria objetivando defender a enseada de Botafogo, Flamengo até o Passeio Público. Na foto a entrada do Forte do Morro da Viúva. Coleção 007 - Gilberto Ferrez. Índice 007A5P4F01-01 (P.01).

A bateria de artilharia construída para defender a entrada da baía de Guanabara, por conta da Questão Christie, foi construída, por ordem do Imperador, e desta construção restaram apenas as escadas que terminam no meio do Morro, porque o restante foi arrancado pela empresa do comendador Antonio Januzzi para comercializar pedras de granito na construção de diversos monumentos e logradouros na cidade do Rio de Janeiro até meados de 1920.

Há, também, no topo desse morro, um reservatório, Em 1870 a cidade carecia de um abastecimento de água mais moderno e constante, o reservatório foi terminado no ano de 1878 e manteve a sua função até depois da inauguração do sistema do Guandu. Só a partir dos anos 70, deste século, com melhorias na estação de tratamento e a construção novas adutoras para a Zona Sul, que o velho reservatório foi desativado. (por Andre Decourt)

O reservatório de água foi feito em 1880, com capacidade de armazenamento de cerca de seis milhões de litros d’água, provenientes das sobras da Represa dos Macacos, no Jardim Botânico, e das águas canalizadas do Rio Tinguá.

Obra de urbanização da Avenida Rui Barbosa, na década de 20. O morro pertenceu, durante muitos anos, ao Comendador e construtor Antonio Jannuzzi, que dele extraiu pedras para suas obras em toda a cidade, até 1920. Em 1922 foi circundado pela Avenida Rui Barbosa e, então, loteado.

MORRO DA VIÚVA Coleção Klerman Wanderley Lopes Foto tirada na primeira metade do século XX, com o recém-criado bairro da Urca ao fundo.

Foto: Rafael Andrade - O Globo

Morro da viúva - fotógrafo Eduardo Sengés

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