EDIFÍCIO SIGNORE DEL BOSCO

GIUSSEPE MARTINELLI

GIUSEPPE MARTINELLI, italiano de São Donato de Luca nasceu no ano de 1870 e desembarcou no Rio de Janeiro em 1889. Começou no pequeno comércio, e com sua incrível capacidade empreendedora, começou como funcionário de açougue no Largo da Sé, mascate nas cidades das zonas cafeeiras, entrou no  ramo da importação e exportação, até fundar uma rede de empresas. Em 1915, com Mário de Almeida, formou uma frota própria de navios, embrião do Lóide Nacional, para tentar suprir a falta de transporte acarretada pela 1ª Guerra Mundial, a frota cresceu de 3 para 22 navios. 

Em 1918, para facilitar operações com o governo italiano, Martinelli abriu em Gênova a Compagnia Commerciale Martinelli (Cocoma), com capital seu e do Lóide Nacional e o restante de particulares italianos. A Cocoma obteve contratos com o governo da Itália para a compra e a venda de produtos de exportação destinados àquele país através da Sociedade Anônima Martinelli, mais tarde chamada de Loyde Brasileiro. As atividades de Martinelli passaram assim da importação à exportação e às finanças para chegar ao transporte próprio. Com este, transformou-se em armador, organizando os Estaleiros da Guanabara, para reparos e alterações. Com pouco mais de 30 anos de idade, fez fortuna, transformou-se em industrial quando migrou da importação à exportação e fabricou transporte próprio, fazendo o comércio direto dos produtos. 

Ainda em 1918, comprou a casa da viúva do Comendador Custódio de Almeida Magalhães, a senhora Suzana Hirsck, e contratou o arquiteto Antônio Virzi, para a reforma da mesma. O imigrante que teria dormido no relento durante os primeiros tempos, e segundo suas palavras, agora descansava em cama de mogno entalhado, servido por 17 criados, entre eles um mordomo japonês. Embora fosse muito conhecido no Rio por suas extravagâncias, em São Paulo fincou popularidade ao construir o primeiro arranha-céu da cidade e da América do Sul.

 

Revista Veja - 04/10/1995

Revista Veja - 04/10/1995

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